Reflexões estranhas, espontaneidades, coisas envolvendo o mundo jurídico...

sexta-feira, 23 de julho de 2010

O Rei da pista

A música toca alta. Hip hop. Meu estilo preferido. Mas não estou dançando. Prefiro observá-lo daqui do bar.

Ele está ali com a sua "gangue". Todos dançam e ele simplesmente desliza pela pista, parece flutuar. Seus movimentos fluidos e extremamente bem coordenados prendem a atenção de todos. Aliás, o seu grupo de amigos chama a atenção, mas é ele que atrai o meu olhar.

Sua barba por fazer, olhos castanhos, um estilo sem igual. A sensualidade emana dele. Meu pensamento se concentra na tarefa de adivinhar qual seria o perfume que ele usava.

Ali, no meio de todos, com seus passos dignos de um profissional, ele pode ter quem ele quiser. Pode me ter. (Os homens não sabem, mas as mulheres adoram caras que sabem dançar)

Por que ele não olha pra cá? Odeio isso.

Distraio-me por alguns minutos. Começo a prestar atenção na música e no lugar ao invés do dançarino.

"- Uma água, por favor."

Ouço uma voz rouca e percebo o "deus" do meu lado, a poucos centímetros de distância. Olho pra ele e recebo um sorriso de volta. Que sorriso lindo.

Tento pensar em algo pra falar. Nada sai. Logo, ele está deslizando pela pista novamente. Minha chance de ouro se vai com ele. Estúpida. Como pude deixá-la passar assim, sem nem lutar pra tentar agarrá-la? Odeio isso.

Deixa pra lá.

"- Vamos dançar?" pergunto a minha fiel escudeira. Feito o convite, fomos pra onde verdadeiramente pertencíamos, a pista de dança.

Apesar dos olhares, em grande parte meus (talvez não, mas sou exagerada), a noite acaba com um de cada lado. Eu aqui, ele lá. Nenhum contato. Nada além de sorrisos e olhares sorrateiros.

Não se pode ter tudo. Uma pena. Quem sabe na próxima.

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Um texto "grande" pra compensar a longa ausência. :) Espero que gostem!

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Insônia

Sono. Muito sono. É o que sinto assim que desperto. Sonolência. Tontura.
Não há café que ponha fim a essa sensação. Não há remédio que acabe com esse mal.
Estou vivo, mas não me sinto assim.
Como aproveitar uma vivência sem sentido?
Como aproveitar algo que não dá prazer, não dá alegria só marasmos (sic) e uma sensação de que sou de pedra?
Cada movimento, um sacrifício. Cada vontade de me movimentar, cada vontade de fazer o que quer que seja, uma decepção.
E quando finalmente dou a este corpo ingrato o que ele parece querer e me deito, obedecendo ao sono constante que me aflige, não consigo dormir.
Alguém parece zombar da minha cara. Vivo com sono e sem dormir. Isso faz algum sentido pra você? Porque pra mim, não há sentido nenhum nisso.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Denúncia

O vídeo fala por si.


Muito triste essa situação. Quem sofre mais uma vez é o planeta. :/

sábado, 3 de julho de 2010

Miragem de Vênus

Olhei para a minha espada. De repente, a batalha que estava perto de acontecer fugiu dos meus pensamentos. Fechei os olhos e quando os abri podia vê-la ali, bem na minha frente.

Suas mãos suaves tocavam as minhas calejadas pelo uso constante da espada. Seus olhos azuis encaravam os meus e sem falar nada ela me dizia tudo. Amor, compreensão.

Em nossa muda comunicação eu podia ler no jeito dela o que ela queria. Seu desejo também era o meu. Tudo que eu mais queria era sair dessa guerra e voltar para os braços dela.

Voltar para nossos momentos juntos. O pecado do beijo. O pecado do amor. O pecado de conhecer tudo daquela mulher e mais.

Por um momento, consigo sentir seu perfume quando ela limpa o suor de minha testa e suavemente a beija. Quase sinto o calor de seus lábios.

Respiro fundo. Quando olho de novo, ela não está mais lá.

“Senhor! Senhor!” Alguém me chama.

Está na hora da batalha. A última que me separa dela. Fecho os olhos novamente e quando os reabro estou pronto pra mais uma batalha.

Junto minhas forças. Tenho que sobreviver, nem que seja só pra olhar mais uma vez em seus belos olhos safiras. Devo cumprir minha promessa.

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Postagem inspirada num filme sueco que eu vi essa semana. Muito bacana. Arn: O Cavaleiro Templário. Vou colocar o trailler aqui, se alguém quiser dar uma olhada. ;)


domingo, 20 de junho de 2010

Uma carreira diferente e bacana.

Procuradoria Federal Especializada

Essa semana assisti um debate muito bacana sobre a criminalização do MST. Estavam lá:


- Marcelo Durão
Coordenador Nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST)

- Carlos Henrique Naegeli Gondim
Procurador Federal junto ao INCRA/RJ

- Paulo Alentejano
Doutor em Desenvolvimento, Agricultura e Sociedade, Professor de Geografia

- Plínio de Arruda Sampaio
Procurador aposentado no Estado de São Paulo, Presidente da Associação Brasileira pela Reforma Agrária.

- Paula Mairan
Graduada em Comunicação Social pela UFF, ex-jornalista da Folha


Depois do debate, com belos posicionamentos de cada um dos integrantes da mesa, conversei um pouco com o procurador do INCRA, Carlos Henrique. Seu entusiasmo com sua posição chamou a minha atenção para essa carreira que eu, humildemente admito, nunca havia ouvido falar.

Enfim, essa Procuradoria Especializada é um braço da AGU - Advocacia Geral da União (essa eu já conhecia! rs). Pelo que entendi de nossa conversa, é uma autarquia e acessora outras autarquias como o INCRA, o Ibama, etc.

No site do próprio INCRA, está assim:

A Procuradoria Federal Especializada é a representante judicial e extrajudicial do Incra e exerce as atividades de consultoria e assessoramento jurídicos. O órgão é quem apura a liquidez, certeza e exigibilidade dos créditos - de qualquer natureza - inscrevendo-os em dívida ativa, para fins de cobrança amigável ou judicial.

A Procuradoria coordena e supervisiona as Superintendências Regionais na execução das atividades relacionadas a sua área de atuação.


Posso dizer que o Carlos Henrique está muito feliz com a sua escolha de carreira e é capaz de cativar muitos pelas palavras de amor à sua profissão. Ele contou que também já visitou assentamentos e faz um trabalho de campo interessante. Para ele é bom poder ver o seu trabalho dar frutos e fazer famílias felizes.

Pra alguém que sempre quis advogar, até que fiquei bem balançada. Taí uma opção muito legal pra quem faz direito e gostaria de poder fazer "algo a mais" pelo meio ambiente, pelas pessoas, pelo Brasil. :)

terça-feira, 15 de junho de 2010

Divagações de uma telepata assassina

Abaixo segue o trecho de uma das histórias malucas que saem da minha cabeça, mas ligeiramente modificado para tentar não confundir muito quem for ler e não fizer idéia do que é OMD. rs

Dizem que sua vida apenas não passa despercebida pelo mundo quando alguém se importa com a sua existência, quando a sua existência é capaz de fazer falta a alguém de que maneira for.

Ela sabia, embora admitisse que fosse de uma forma doentia, que dentro daquele laboratório a única pessoa que a tornava mais do que um dado, uma estatística, números era a mesma que a fazia sentir-se insignificante. Seu nome? Kovacs. Minto. CORONEL Kovacs, como ele mesmo gostava de frisar.

Para qualquer outra pessoa dali, até aos mais próximos de amigos que ela tinha, sua existência ou inexistência era indiferente. Com ou sem ela, suas vidas patéticas seriam as mesmas.

Resumidamente, a vida dela não passaria despercebida pelo mundo justamente por causa do homem que a tornara um inferno? Ela não entendia isso. Aliás, ela não entendia como podia ter sentimentos dúbios em relação a ele.

Afinal, era tudo muito simples: ele arruinara sua vida, destruíra sua família e tentava destruí-la aos poucos. Isso sem contar com o fato de que ele era a personificação do que ela mais odiava no mundo: a Kyrie, a empresa que mais crescia no mundo espalhando mentiras e armas letais e também origem das desgraças da vida dela verdadeira e virtualmente.

No entanto, nada podia ser simples pra ela. Muito luxo para uma simples assassina. Sua mente conseguia ser mais confusa que qualquer outra que ela tivesse lido em toda sua vida como telepata. Como odiar alguém e não odiar esse alguém por completo? Será que haveria um nome pra isso? Será que ela tinha alguma daquelas síndromes estudadas por psiquiatras?

terça-feira, 1 de junho de 2010

Concreto

É tudo tão concreto.
Prédios, calçadas,
Asfalto, postes.
Tudo concreto e de concreto.

Assim também são as ações.
Pra que ser abstrato?
A graça é ser concreto.

Carros passam,
pessoas passam,
mas o concreto fica não passa.


O concreto está em todo lugar.
Ele é tudo. Tudo é ele.

Concretas pessoas, concretos sentimentos.
Assim é São Paulo, cheio de concreto.
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