Reflexões estranhas, espontaneidades, coisas envolvendo o mundo jurídico...
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sábado, 18 de setembro de 2010

Relógios dessincronizados

Você já percebeu que o mundo gira ao redor do tempo que cada um tem? Cada qual com o seu relógio próprio, insubstituível determinando o ritmo de suas vidas, guiando as mesmas.

Que relógio humano nunca sincronizou-se com outro? Às vezes, um acaba rodando mais devagar ou mais rápido e perdemos essa ligação. Às vezes, elas duram mais do que prevíamos e, finalmente, há vezes em que simplesmente não conseguimos prever até quando essa ligação existirá, se existirá por muito tempo ou se apenas não prevemos o microssegundo que nos separará.

Timing. Que desgraça é isso. Meu carma e, pelo que tenho ouvido, não só meu. Vilão de muitos, é o tal timing que dirá quando e que relógios se sincronizarão. Por vezes, eles (os relógios) se encontram em outros relógios, mas suas horas não batem. Enquanto um marca meio dia o outro marca meia-noite. Triste, mas verdade. Mesmo assim nos perguntamos: será que esses relógios jamais poderão marcar a mesma batida, a mesma hora, o mesmo minuto? Jamais dançarão juntos ao som do tic-tac de seus ponteiros?

A vida segue, os relógios continuam marcando suas próprias horas, sem deixar, contudo, de lembrar das possibilidades nunca vividas e pensar numa eventual sincronização futura. Difícil, mas um raio pode cair sim duas vezes no mesmo lugar. Quem sabe os ponteiros dos relógios se alinham. É, pode ser. Quem sabe?

Idealização? Enganação? Não. Apenas boba necessidade humana de tentar adivinhar o futuro. Pura besteira.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

(In)Constantes Expectativas

Olá, afamado leitor (rs).
Seja bem-vindo aos devaneios loucos de uma estudante de Direito.
Já fazia algum tempo que eu queria criar um blog pra falar sobre alguma coisa, algo que me viesse a mente momentaneamente. Hoje, deixei de resistir à idéia.

Segue aí um texto que escrevi durante a suuuuuper empolgante (-n) aula de Direito Internacional Público.


A vida me confunde. Sua inconstância e a própria constância dentro dessa inconstância me incomoda.
Sinto-me paralizada em relação a todo o movimento da Terra (literal e subjetivamente). Por outro lado, não estou parada, estou em constante movimento também, mas isso não parece ser suficiente.
O sono me domina como se eu estivesse hipnotizada pela simplicidade que involve o ato de dormir. O sono me persegue e sem ele não sou nada.
E as pessoas? Ah, companhias tão prazerosas e tão dignas de pesadelos por vezes. Essas (as companhias) me confundem mais do que a própria vida. Afinal, estamos falando da comunhão da minha confusão (minha vida) com a confusão dos outros. Que bagunça são os relacionamentos! Não sabemos o que queremos de nós mesmos, imagina saber o que queremos dos outros! Achamos que sabemos, mas a verdade é que não sabemos, apenas nos enganamos.
Quanta complicação nos trazem as relações interpessoais? Muita, ainda pior quando formam-se expectativas! Taí uma coisa que acaba com a vida humana: EXPECTATIVAS. Sempre esperamos que as pessoas ajam de determinada maneira, façam tal e tal coisa e muitas, MUITAS vezes esperamos demais. Deixamos de fazer certas coisas, nos restringimos, deixamos boas chances passarem justamente porque criamos expectativas, por vezes, inclusive, inatingíveis (aliás, infelizmente, o ser humano ainda não aprendeu a ler a mente alheia).
Só pra concluir: a vida me confunde com toda a sua singularidade, com toda a sua diversidade, com o seu movimento (in)constante de ir e vir (e que nos movimenta com ou sem o nosso consentimento). Que fique claro (só pra não dizer que não prestei nenhuma atenção na aula de DIP): Não há um Estado igual ao outro. A mesma idéia se aplica às pessoas, (in)felizmente.